terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pole pole



         Essa expressão muito dita em Lamu, traduz a alma da ilha. Pole pole significa tranquilo, vai com calma, tudo em Lamu é assim, o clima,as pessoas, o serviço, a paisagem, tudo pole pole.  Ah é claro menos o trajeto, na ida ainda foi bem até mas a volta, ah a volta...
Para chegar foi complicado, pegamos um ônibus de 6 horas de Mombassa, até Malindi a estrada estava até que boa, mas depois simplesmente era uma estrada de terra, totalmente esburacada, quem disse alguém conseguiu dormir, fora que estávamos nos bancos do fundo, era cabeçada no vidro, no teto, na pessoa do lado o tempo todo, depois de duas horas assim começamos até a rir, porque não tinha mais nada pra fazer, aí depois de uma meia hora chegamos era 5 da manhã, bem escuro ainda, passamos por uns lugares que eu olhava pela janela e pensava “nossa! Se alguém nos matasse aqui, ninguém nunca ia descobrir de tão no meio do nada que estávamos”.
Mas tudo correu bem, pegamos o barco público, depois de uma meia hora no barco de madrugada chegamos e o cara do albergue estava nos esperando no cais. O seguimos por umas vielas escuras, parecia um labirinto. Finalmente chegamos ao nosso palácio! A casa era muito legal! Três andares, tudo aberto, estilo árabe, tinha cozinha, sala dois banheiros (fechados por uma cortina de pano que sempre voava rs)  e camas espalhadas pelos andares e um terraço bem no alto que dava pra ver o mar, Incrível! 






Eu e a Stephi até resolvemos ficar acordadas para ver o sol nascer, valeu a pena, foi lindo, mesmo com o sol escondido atrás das nuvens, ainda mais com as muezzin (cantos) dos muçulmanos, pois simplesmente 90% da população de Lamu é muçulmana.



Uma ilha bem peculiar que não tem carros, os meios de transporte são os barcos, a pé e o mais peculiar de todos, assim como tudo em Lamu: Burros!  Milhões de burros se misturam todos os dias nas vielas com mulheres de véu (algumas apenas com os olhos a mostra), turistas(não tantos), homens (alguns com trajes típicos) e várias crianças correndo para todos os lados. Todos muito simpáticos e receptivos, diferente de Mombassa eles não ficam atrás de você pedindo dinheiro, ou te oferecendo coisas a preços abusivos, eles apenas dizem “Jambo”(olá) com um sorriso simpático no rosto.



Ao acordarmos, apenas fomos andar pela cidade e conhecer um pouco as peculiaridades, as lojinhas, os restaurantes, muita influência árabe em tudo, por ter sido conquistada por um sultão de Omã. Resolvemos fazer uma macarronada de janta com molho de tomates frescos, e é claro que a Stephi (italiana) que ia fazer. Tava uma delícia!



 No próximo post - outros dias em Lamu

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